Nicholas Webber tinha apenas 17
anos quando montou um fórum na internet para vender informações de
cartões de crédito roubados e ensinar como fazer compras no eBay
com cartões de outras pessoas. Preso em 2011, logo após fazer 18
anos, ele conseguiu se inscrever para uma aula de informática na
cadeia e hackeou o sistema de segurança do cárcere. As informações
são do Daily Mail.
A invasão
ocorreu em 2011, mas só veio à tona nesta semana, quando o
ex-professor da cadeia processou a prisão por demissão sem justa
causa. A HMP Isis, unidade de detenção high-tech para jovens de 18
a 24 anos, demitiu Michael Fox por ter permitido a participação de
Webber em sua aula, mas o docente afirma que não sabia que o hacker
era um cibercriminoso, e que sequer teve influência no aceito do
jovem em sua turma.
Webber
usava cartões de crédito roubados para comprar eletrônicos e pagar
estadias em hotéis de luxo, como o London Hilton on Park Lane Foto:
Google Street View / Reprodução
Condenado a
cinco anos, o esquema de Webber no site GhostMarket teria causado
prejuízos estimados em até 15 milhões de libras - cerca de R$ 45
milhões - em contas de diferentes países do mundo. Confirmado, a
polícia apurou 473 mil libras de prejuízo a 3,5 mil cartões de
crédito. O hacker, sozinho, gastou mais de 40 mil libras em
videogames, iPhones e iPods. Ele também pagou por estadias em hoteis
de luxo, como o Hilton de Park Lane, em Londres.
Saiba
Mais
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Um
porta-voz do serviço prisional britânico confirmou ao jornal local
que Webber invadiu o sistema da prisão, mas que não houve brechas
de segurança. "Na época do incidente, em 2011, os computadores
do sistema educacional da HMP Isis era uma rede fechada. Não foi
possível acessar informações pessoais, a internet ou outros
sistemas da prisão", disse.
A prisão
high-tech custou cerca de 110 milhões de libras, segundo o Daily
Mail, e já foi criticada por outros problemas de segurança. O
sistema de ponta que acompanha os movimentos dos presos através de
identificação biométrica, por exemplo, parou de funcionar mais de
uma vez, de acordo com o jornal.
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